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Mindfulness no combate à ansiedade
Conheça melhor essa condição e como a prática da meditação pode nos ajudar a ter uma vida mais tranquila

 

Certa dose de ansiedade até faz parte da vida, mas é preciso estar atento e perceber quando ela passa dos limites e começa a se tornar um peso, de forma a comprometer a saúde.

Uma das características principais que um ansioso tem é o medo. Essa emoção traz consigo a sensação de perigo iminente, seja ele real ou imaginário. Há muitos exemplos de como ele pode se manifestar:  “medo de falar em público”, “medo de animais” (em especial insetos, como aranhas, grilos, entre outros), “medo de perder o controle ou morrer a qualquer momento” (mesmo que não haja nenhum tipo de indício de que isso possa acontecer), “medo da separação de pessoas as quais se tem apego”, “medo de como as coisas irão acontecer”, ou ainda outros.

Estudos revelam que a prática regular de mindfulness diminui sintomas de ansiedade, porque provoca alterações importantes em áreas no cérebro que são ativadas quando estamos ansiosos: áreas responsáveis pela percepção de onde estamos e se o perigo é real ou imaginário, e também áreas que nos ajudam a regular as emoções.

Por isso, a meditação pode ser um importante apoio no combate a este quadro. Conheça nossos treinamentos e eventos relacionados com mindfulness aqui.

 

Você sabia?

A amígdala é uma estrutura pequena na região mais interna e profunda do cérebro e tem grande importância no desencadeamento das emoções. Ela é responsável por ativar a sensação de medo, preparando nosso corpo para lutar ou fugir.  Em pessoas ansiosas, a ativação da amígdala ocorre com mais frequência que o normal, disparando pelo corpo hormônios que ativam a chamada “resposta ao estresse” no organismo, podendo provocar ou facilitar o surgimento de diversas doenças.

 

Dicas

A temida ansiedade pode ser leve ou grave, crônica ou pontual e a consulta a um profissional é importante para identificar esse processo.  Há também, algumas atitudes simples que podemos tomar no nosso dia a dia e que podem ajudar bastante. Confira:

 

  • Terapias variadas: psicanálise, terapia cognitiva, transpessoal, arterapia.
  • Atividades físicas: caminhada, corrida, dança, artes marciais
  • Leituras inspiradoras
  • Suporte social

 

Referências: 

American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders. 5th ed. Arlington (VA): American Psychiatric Publishing; 2013.

Fox KCR, Nijeboer S, Dixon ML, Floman JL, Ellamil M, Rumak SP, Sedlmeier P, Christoff K. Is meditation associated with altered brain structure? A systematic review and meta-analysis of morphometric neuroimaging in meditation practitioners. Neurosci Biobehav Rev. 2014;43:48-73.

Kabat-Zinn J, Massion AO, Kristeller J, Peterson LG, Fletcher KE, Pbert L, Lenderking WR, Santorelli SF. Effectiveness of a Meditation-Based Stress Reduction Program in the treatment of Anxiety Disorders. Am J Psychiatry. 1992;149:936-43.


Multitarefa: eficiência ou ilusão?
Pesquisadores revelam que fazer muitas atividades simultaneamente pode não ser tão boa ideia para o bom funcionamento cerebral

Realizar diversas tarefas simultaneamente, mantendo a agilidade, precisão e bom humor parece ser o sonho de muita gente nos tempos atuais.  Com a incorporação de novas tecnologias tanto no ambiente familiar como no trabalho, somada à rápida ascensão das mídias sociais, é cada vez mais socialmente aceito – e às vezes esperado – que a pessoa seja capaz de fazer muitas coisas e lidar com muita informação ao mesmo tempo.

Há quem acredite que possa manter um olho nas mais variadas redes de relacionamento, enquanto fala com o cliente ao telefone, responde e-mails, checa diversos sites de consulta, escreve um relatório… E, claro, com a outra mão ainda dá para preparar um cafezinho!

Embora a percepção e a autoavaliação de várias pessoas sugiram que esse comportamento é até mesmo estimulante, as pesquisas cientificas apontam na direção oposta: o multitasking pode custar um preço alto para o cérebro, além de não acrescentar absolutamente nada à produtividade.

E esse também é um problema para a saúde. Em pesquisa conduzida pelos neurocientistas Kepkee Loh e Ryota Kanai, na  Universidade de Sussex, na Inglaterra, com 75 adultos saudáveis, revelou-se uma relação entre o uso de equipamentos multitarefas como notebooks e telefones celulares com a diminuição de densidade do Córtex Cingulado Anterior (CCA), região do nosso cérebro responsável pelas atividades cognitivas e de regulação emocional. Ou seja, em vez de deixarem os indivíduos mais alertas, o uso contínuo desses equipamentos repletos de funções pode levar a uma diminuição das capacidades de pensar e sentir com clareza, elevando as chances de problemas como ansiedade e depressão!

Já que o cérebro funciona muito melhor com o foco em tarefas individualizadas, que tal investir em treinar a atenção para otimizar cada uma delas? Dividir o foco entre muitas tarefas, em especial quando não estão correlacionadas, fragmenta a atenção e a torna instável. Ao dar início a múltiplas ações, têm-se a sensação de que se está avançando bastante, nada está parado, criando a ilusão de que o trabalho está rendendo melhor. Na verdade, se cada uma dessas atividades fosse feita com empenho e foco direcionado haveria maior qualidade, rapidez e mais tempo livre para que a seguinte tarefa pudesse ser realizada com essa mesma eficácia.

A abordagem meditativa mindfulness, entre outros benefícios para a saúde física e emocional, aprimora a capacidade de manter-se atento, focado e engajado nas atividades, desde escovar os dentes pela manhã até a entrega de um trabalho importante.

Com o treino é possível estar cada vez mais presente em tudo o que se faz. Mesmo quem se julga distraído pode se beneficiar desse tipo de meditação, já que a prática constante estimula a neuroplasticidade, que é a capacidade de nosso cérebro de criar, constantemente, novas conexões nervosas, tanto entre os neurônios quanto entre as regiões cerebrais.

 

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